quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A obsessão pelo melhor



Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a
melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos
faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso
acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado,
modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa
espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta
conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo
melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos,
às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de
chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um
melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos
e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens
"perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à
chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
Sofremos demais pelo pouco que nos falta
e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.

Shakespeare


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Guerra é Guerra



Achei esse filme diferente de todas as outras comédias românticas que já assisti. Apesar de ter o cara e a moça que acabam juntos, pode-se dizer que agrada a maioria dos gostos para filmes. Além do romance, ele é engraçado, possui ação, certo suspense e até drama familiar.
Muito mais que agentes da CIA, eles são desde a infância os melhores amigos. Mais que isso, eram como irmãos. Em todas as missões, um  sempre salvava a vida do outro e dava cobertura. Tuck (Tom Hardy) não deu sorte em seu casamento, mas tem um lindo filho de 7 anos com quem não tem muita proximidade. FDR (Chris Pine), é um charmoso playboyzinho solteirão.
Em outra parte da cidade, está a linda, loira e solitária Lauren. Sua melhor amiga, apesar de ser uma mãe de família, é doida de pedra e inscreve Lauren em um site de relacionamento. Se sentindo sozinho e desamparado, Tuck faz a mesma coisa e os dois acabam por marcar um encontro. Como bom amigo que é, FDR quer estar por perto para dar aquele apoio moral a Tuck.
Para não ficar tãoooo na cara, ele espera o amigo em uma locadora próxima ao local do encontro. Após o encontro, Lauren decide pegar um filme e o galanteador FDR, que até então não tinha visto o encontro do amigo, partiu para o ataque.


Para quem estava a tanto tempo sozinha, agora Lauren tem dois encontros, mas nem sonha que eles são dois amigos. Os rapazes por outro lado ficam surpresos ao constatar que conheceram a mesma mulher. A princípio, como bons amigos, levam tudo na esportiva e decidem que vão deixar ela escolher com quem quer ficar.
Conforme a brincadeira vai ficando mais séria, o espírito masculino de conquista e competição fala mais alto e os dois, até então melhores amigos, começam uma disputa de conquista, se utilizando inclusive do equipamento da CIA como reforço na sua missão amorosa. Em paralelo a isso, eles tem um mafioso barra pesada para pegar.


Como toda farsa, essa também precisou ter um fim. De forma bastante drástica Lauren descobre que os dois são amigos, e por causa do mafioso em questão é usada como refém e participa de uma perseguição. Contar o fim da história agora perderia a graça então, eu simplesmente vou recomendar esse filme, que diferente do último que postei comentário aqui no blog é simplesmente envolvente e com uma história bem amarrada. O que torna o filme ainda melhor, é o fato de que não existe apenas um cara e uma mocinha que formam o casal perfeito. Mas enfim, só posso adiantar que no fim das contas ninguém sai perdendo, ou de certa forma, talvez...


sábado, 4 de agosto de 2012

Continuando as 101 coisas para fazer em 1001

Essa será a postagem mais curta que vocês já viram no meu blog. Só queria que soubessem que das 101 coisas que me propus fazer em 1001 dias, trinta e um dos itens já foram cumpridos completamente e outros estão no processo. Continuo com o convite para quem ainda não começou a sua lista, que não perca tempo.   Você vai ver que realmente vale a pena!
Por hora isso é tudo pessoal ;)

sábado, 28 de julho de 2012

O julgamento do diabo



Pode-se dizer que Jabez Stone era o azar em pessoa. Morador de um sujo e horrendo apartamento em Nova York, ele luta para ter seu material publicado. Além de não ter sorte nenhuma com as mulheres, nenhuma editora queria seus livros. Apesar disso, ele tinha amigos e era uma pessoa com um bom coração.
Após uma demonstração de humanidade no trabalho, ele é demitido de seu emprego. No mesmo dia, ele é assaltado e tem seu notebook com seu último livro roubado e leva uma surra.
Desesperado, chega em casa e tenta limpar os ferimentos e naquele momento, em desabafo consigo mesmo, ele pronuncia que faria qualquer coisa para ter fama e reconhecimento. Sem seu computador, ele pega uma velha máquina de escrever e se põe a trabalhar. Esta também o deixa na mão e revoltado a arremessa pela janela. Além de quebrar o vidro, uma senhora é atingida pelo objeto e morre. Em poucos minutos a polícia chega e ele sente que sua vida acabou.
Nesse instante alguém bate à porta, e ao abri-la, depara-se com uma mulher de vermelho. O diabo havia ouvido seu lamento momentos antes, e resolveu aparecer para propor a Jabez um acordo. Atormentado em meio a tantos acontecimentos, o escritor faz um pacto de dez anos de sucesso e reconhecimento em troca de sua alma eterna.


Daquele momento em diante, como em um piscar de olhos todos os seus problemas desaparecem e ele passa a ter tudo aquilo que julgava necessário para sua felicidade. Atropelado pelos compromissos da fama,  Jabez perde seus dois únicos amigos de verdade e só então consegue parar e refletir em como nada daquilo valia a pena.
Ele recorre ao tribunal com o outro mundo para tentar recuperar a sua alma, mesmo que para isso tenha que voltar a sua antiga vida. Para infelicidade da diabinha, a causa é aceita e ele recebe uma nova chance.
Fazendo uma breve avaliação do filme, ele é o que pode-se chamar de decepcionante. Além de ter várias partes desconexas, o enredo ficou cheio de pontas soltas, com tudo acontecendo muito rápido e deixando o telespectador confuso. O filme é tão ruim, que eu sequer tenho mais palavras para descrevê-lo, de tão insosso e vazio. Dessa forma, encerro por aqui. E se quiserem um conselho, não percam seu tempo assistindo a essa porcaria que chamaram de filme.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Raclete



Copiei essa delícia de receita do Sr. Élcio Perseghetti. Ele é um cozinheiro de mão cheia e consegue inspirar qualquer um para ir à cozinha fazer essas iguarias. Só para avisar, não levei a receita ao pé da letra. Sem muita discrepância, dá para fazer umas adaptações. Vale a pena experimentar!

Ingredientes: 
                                                
(*)180 a 200g de queijo Raclete ou mistura de Ementhal ou Gruyère, Reino, Gouda, Esférico, etc.
(*)300g de batatas com casca, cozidas com água e sal
100g de cebolas miúdas em conserva
100g de pepinos em conserva
Pimenta-do-reino moída na hora
Sal a gosto    
                                                
Preparo:

Cozinhe as batatas em água com sal, e conserve-as aquecidas.
Distribua os picles em porções individuais e coloque o queijo (s) cortado em fatias, ou ralado grosso, numa tábua apropriada. Coloque o sal e a pimenta moída no momento sobre as batatas.
Na mesa, aqueça a Racleteira e derreta os queijos em porções individuais.
Cada um serve-se das batatas e despeja o queijo derretido sobre estas.

Dicas: Além do queijo Raclete, pode-se por carnes frias: presunto, paio, fiambre, etc.
Ou legumes: brócolos, couve-flor, tomates, etc
Acompanhado de um molho de coentro, ou mostarda, catchup, molho inglês, maionese, etc.
(*) São quantidades individuais médias por pessoa, para base de cálculo numa reunião entre amigos.

RACLETE SALGADA E DOCE

SALGADA:

Ingredientes:
Queijos Gruyère, provolone, Ementhal
Batatas cozidas com casca e inteiras
Presunto Parma em fatias
Pepinos em conserva
Cogumelos, alcaparras

DOCE:

Ingredientes:
Pão de semolina
Nozes, amêndoas, damascos
Pêras descascadas cortadas em cubos.
Preparo:
Como na receita anterior, cada um derrete o seu queijo e coloca sobre as batatas (salgada), ou o pão de semolina e as frutas (doce).

MOLHO DE COENTRO

Ingredientes:

5 colheres de coentro verde bem picadinho                  
1 colher de cebola ralada grosso e lavada
2 colheres de alcaparras picadinhas 
1 colher de cebolinha bem picadinha
1 colher de aceto balsâmico, ou vinagre
1 colher de shoyo
3 colheres de azeite
1 colher de suco de limão
1 colher (sobremesa) de sal
1 colher de mostarda
1 colher (chá) de pimenta-do-reino moída

Preparo:
Misture tudo e coloque em recipiente para ser servido sobre as batatas cozidas.

domingo, 8 de julho de 2012

Como perder um homem em dez dias



Geralmente, o que se vê nas revistas para adolescentes ou em simpatias, é como conquistar uma pessoa ou trazer o amado em poucos dias. Quebrando o protocolo, Andie Anderson, colunista de uma bem reconhecida revista feminina, precisa criar um artigo de como perder um homem em dez dias. Para isso, é claro que ela precisa arranjar um namorado.
Já em uma agência de propagandas, Benjamin Barry quer fechar contrato com uma poderosa empresa de diamantes, missão que foi dada a duas de suas colegas de trabalho. Para assumir o posto, Benjamin aceita participar de uma aposta onde garante que consegue fazer qualquer mulher se apaixonar por ele em dez dias.


Andie e Ben se conhecem em um bar e nos dias em que se seguem ao encontro, cada um dos dois tenta ganhar a sua aposta. A moça faz de tudo para irritar o rapaz: leva coisas suas para o apartamento dele, liga no meio do expediente de trabalho, liga em segredo para a "sogra", fala em casamento e filhos e até monta um suposto álbum de família, estraga a noitada dele com os amigos, compra um cachorro para os dois, dá a ele de presente uma "samambaia do amor", faz ele perder a final do jogo decisivo de basquete, fala igual bebê, reclama de tudo, e por aí vai. Mesmo sob a forte pressão ele se esforça para não perder a sua aposta. Em certo momento ele se irrita e termina com Andie, mas pressionado pelos amigos da empresa, corre atrás da moça, se humilha e pede desculpas, além de sugerir que façam terapia de casal. As coisas chegam a tal ponto que ele a leva para conhecer seus pais no final de semana.


 Para não variar, é claro que as coisas fogem do controle de ambos. O final de semana aproxima os dois e Andie se apaixona, garantindo a Ben trabalhar com a empresa de diamantes. O problema é que na festa de lançamento da campanha dos diamantes, os dois descobrem a aposta do outro e se desentendem.
Mas como em toda boa comédia romântica, ela escreve um artigo onde conta que cometeu grandes erros para perder um homem em dez dias, e que seu maior erro foi perder esse homem e é claro, eles se acertam.


Meninas, se vocês quiserem manter um relacionamento, assistam o filme para evitar cometer alguma gafe, e se vocês querem dispensar um cara, assistam também. Andie dá a receita perfeita para o desastre de um relacionamento.
Rapazes, seja lá o que for que passa pela sua cabeça, assista também. Assim você pode evitar entrar em uma fria....

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quem sou eu?



Acabo de passar uma hora com a minha psicóloga e no trajeto de vola para casa me pus a pensar, quem sou eu? Se sou alguém, não passo de um produto daquilo que as pessoas querem que eu seja. É difícil definir se há em mim algo de autêntico. Por exemplo, falo pelos cotovelos mas, será que esta é uma característica particular minha ou será que é simplesmente o fruto do meu subconsciente desesperado por conquistar a aceitação das pessoas, de modo que recorro a todas as medidas para ver se elas me aceitam.
Nesse instante mesmo eu estou aqui me preocupando em usar as palavras certas para ver se com minhas palavras consigo impressionar as pessoas que ocasionalmente venham a ler este texto. Nesse mesmo instante meu cérebro está processando a informação de que devo tentar escrever pouco nesse post porque um amigo do trabalho comentou que as postagens são muito longas.
Ao mesmo tempo que me agarro em uma característica que julgo ser minha, me pergunto se não sofri interferência de ninguém naquele meu novo comportamento.
O que percebo é que não apenas eu, mas a maioria, senão todas as pessoas vive tentando agradar uma pessoa ou grupo a fim de ser aceito. A própria sociedade em que vivemos nos dita isso. Levados por essa onda, nos tornamos pessoas inseguras, sem opinião própria e que muitas vezes sequer sabem definir se querem ou esperam alguma coisa de suas vidas.
Ok. Já cheguei a conclusão que pelo menos 98% de mim é reflexo de outras pessoas, mas apesar disso, os 2% restantes me fizeram atinar de que há alguma coisa de errada. Nem tudo está perdido e posso criar uma personalidade própria. Só preciso me reeducar a absorver por osmose tudo que me é lançado. Essa é a parte mais difícil, sair do rebanho que é ditado por regras e chicotadas, e me tornar alguém com personalidade própria.
Quem sou eu? Ainda não sei, mas já dei o primeiro passo que é querer mudar.
Posso dizer que aqui me libertei. Se vou agradar alguém com esse texto eu não sei, mas o que importa é que criei coragem de desabafar e dizer o que realmente penso e sinto. Se alguém não gostar desse post, sorry. Ele está classificado como pensamentos e devaneios, o que me torna por fim, LIVRE!