sexta-feira, 18 de maio de 2012

A morte


Se tem uma coisa para a qual não fomos criados, é para a morte. Quando Deus colocou Adão e Eva no jardim do Éden, Ele planejou que eles se multiplicassem e enchessem a terra. Eles seriam eternos e estariam sempre juntos de Deus.
Infelizmente o pecado entrou no mundo e o seu salário, é a morte. Acredito que não sou a única, mas que todos nós temos dificuldades de lidar com ela, que não escolhe pessoas por sua cor ou classe social, mas vem para todos.
Pior que isso, aparece quando menos se espera e com quem menos se espera. A morte para mim é traumática porque já perdi amigos e entes queridos. Um deles foi o meu avô, com quem eu era muito ligada na minha infância. Éramos grandes amigos, e numa bela manhã de sábado, mas precisamente à hora do almoço, meu avozinho querido caiu morto ao meu lado. Foi a primeira separação que eu tive que enfrentar, e para a criança de 5 anos que eu era na época, foi uma experiência bastante marcante e traumática.
Assim que me mudei para São Paulo entrei na escola, e meu amiguinho do pré e vizinho da frente, morreu em um acidente automobilístico. Alguns anos depois perdi um tio muito querido e mais pra frente, uma tia. Como se ainda não fosse suficiente, perdi uma amiga também em um acidente de carro e outra, um ano mais velha que eu, por AVC.
Mas ainda não acabou. Ano passado recebi a infeliz notícia que mais outra amiga havia falecido, deixando o marido e uma filhinha pequena pra ele criar e hoje, recebi a triste notícia de que a antiga diretora da escola que eu passei toda a minha infância, estava com câncer no pâncreas e veio a falecer também.
Não sei se é porque não nascemos preparados para isso, mas a verdade é que eu não consigo me conformar com nenhuma dessas perdas. Para mim as pessoas vão estar ao meu lado em breve, como se nada tivesse acontecido, mas eu sei que isso não vai acontecer.
As vezes me pego pensando sobre quando e como vou morrer. Só espero que isso não aconteça antes de eu estar preparada para que quando Jesus voltar, eu possa subir aos céus e passar a eternidade com Cristo, onde não existirá mais separação pela morte, nem tristeza, nem choro e nem dor.
Para que a morte seja menos assustadora, temos que nos agarrar na certeza de que Deus prometeu que ressuscitaria e levaria aos céus consigo os escolhidos. Estejamos preparados para isso.
Que também nunca deixemos de dizer aos nosso amigos e familiares o quanto são importantes para nós e o quanto os amamos. Não perca seu tempo com brigas e desavenças, a vida é curta demais para isso!
Viva intensamente cada minuto da sua vida como se fosse o último.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A escola de bichos


Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.
E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.
Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.
Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.
RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

101 Coisas para fazer em 1001 dias: Item 86

Desde os meus 14 anos gostei de colecionar histórias para reflexão. Vi uma amiga fazendo e comprei a ideia. Começou meio na brincadeira, mas acabei criando gosto pela coisa. Mas conforme o tempo vai passando, a gente cria um número maior de responsabilidades e atividades e quando eu vi, tinha parado de juntar histórias.
No item 86 da minha lista, me propus a continuar com essa coleção. Essas histórias eu pego de tudo quanto é lugar e são de vários autores diferentes. A partir de hoje, cada história que eu pegar, eu vou postar aqui no blog. Começo fazendo isso agora!

A ÁGUA DO MUNDO 
de Leo Jaime


Vou correndo, como se isso me fizesse escapar dos pingos da chuva que se inicia. Menos tempo na chuva, pode ser ilusório, mas tenho a impressão de que ficarei menos molhado, de que chegarei menos ensopado. Com o canto do olho observo o senhor que com a mangueira termina de limpar a calçada, mesmo sabendo que a chuva há de modificar todo o cenário nos próximos instantes. Ou vai trazer de volta toda a sujeira que ele está tirando ou vai lavar outra vez o que ele acabou de lavar.

A água que cai do céu cai purinha, purinha, é o que penso enquanto corro dela. A água que cai do céu. Lembro-me do livro da Camille Paglia em que ela afirmava, ou pelo menos foi o que me recordo de ter dali subtraído, que o homem havia optado por viver em grupo por temor aos fenômenos naturais: chuvas, clima, terremotos etc. Foi preciso se unir contra as forças da natureza. As forças amorais na natureza. Quando passa um furacão levando tudo, bons ou os maus, estão todos ameaçados. Quando chove muito e tudo começa a inundar, anjos e demônios poderão estar, em breve, igualmente submersos. Quando a água falta, senhores e escravos morrem da mesma sede. Há forças mais poderosas que a maldade humana.

Os destinos turísticos são, em sua maioria, lugares interessantes por causa da água. Praias, lagos, rios, cachoeiras: somos naturalmente atraídos pela água. A simples vista para o mar ou rio já torna um ambiente mais interessante. Parece óbvio o que digo mas se levarmos em conta que grande parte do planeta é tomado por água isso passa a ser, sim, digno de nota: vivemos em meio a tanta água e ainda somos tão fascinados por ela! Nosso organismo é também, em sua maior porção, água. Somos água, viemos da água, para a água voltaremos e, enquanto tivermos como aproveitar a vida, queremos fazê-lo perto de alguma fonte de água límpida, na beira de um rio ou mar. Navegando, que seja. Queremos água.

Vivemos, porém, sob o alerta de que a água pode acabar. É preciso economizar. Parece absurdo pois a água é absolutamente indestrutível! Se você toca fogo ela vira fumaça e depois volta  a ser água, se congela ela derrete e volta a ser água, seja lá o que se faça com ela, a água volta a ser água depois de um tempo, pura e cristalina. E na mesma quantidade! Pois é. Mas pode voltar salgada. Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar? O prejuízo maior que a água pode sofrer é a poluição. Uma vez poluída a água pode demorar muitos anos para voltar ao seu estado natural, potável, como os pingos da chuva lá do início.

Volto ao início e ao senhor que tentava varrer uma folha de árvore, pequenina, da porta de seu prédio, segundos antes da chuva começar. Quantos litros de água pura ele desperdiçava naquela tarefa imbecil? Não seria mais fácil varrer a folhinha ou pegá-la com a mão? Aquela água correria para o bueiro e se juntaria ao esgoto cheio de substâncias químicas e de lá iria parar sabe-se lá onde, mas, poluída, demoraria um tempo enorme para voltar para o reservatório d'água da cidade. Este tempo é que pode ser o suficiente para uma cidade entrar em caos por não ter o que beber. A água não vai "acabar" nunca, mas talvez, um dia,  não possamos usufruir dela onde e como gostaríamos. Talvez as grandes desgraças naturais não nos metam tanto medo porque o que nos vai derrotar mesmo sejam as folhinhas nas calçadas. Aguadas de estupidez.

sábado, 12 de maio de 2012

Espaço culinário: Bruschetta italiana




Para quem nem se arrisca na cozinha por medo de queimar as panelas e botar fogo na casa, um dica super simples e rápida é a bruschetta. Tipicamente italiana, a receita pode ser feita a qualquer hora do dia e é uma delícia. Para preparar a tradicional, você vai precisar basicamente de:
• Pão italiano, ou pão de baguete (ou pode ser pão francês mesmo);
•Tomate;
•1 dente de alho;
•Sal a gosto;
•Azeite;
•Manjericão 
O primeiro passo é cortar as fatias de pão, com uma espessura de mais ou menos um dedo. Em um recipiente a parte, pique o tomate em cubinhos e reserve. Lave e pique o manjericão e descasque o dente de alho. Em uma frigideira, coloque as fatias de pão para darem uma dourada. Repita o processo com os dois lados de cada fatia. 
Como vocês perceberam, eu não pedi para picar o alho. Isso porque ele vai ser usado inteiro mesmo. Depois de tostar o pão, esfregue em cada fatia o dente da alho, só para dar um toque especial. Terminado esse processo, esparrame o tomate picado e acrescente o manjericão e sal. Regue a gosto com o azeite, e está pronto.
Agora vem a melhor parte, comer essa iguaria. Bom apetite!

DICA: Convide os amigos para assistirem um filme e sirva bruschetta ao invés da tradicional pipoca. ;)

*Com esta postagem comunico que cumpri o item 42 da minha lista das 101 coisas para fazer em 1001 dias. Aprendi essa receita com o meu namorado, e a foto acima, é a receita já feita por mim :)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

101 Coisas para fazer em 1001 dias: Item 83

No item 83 da minha lista eu disse que queria reencontrar um(a) amigo(a) que não via há muito tempo. Não especifiquei como deveria ser esse reencontro, mas acho que posso considerar esse item cumprido, ou pelo menos a caminho de se cumprir.
Morei até os meus 6 anos de idade no Rio Grande do Sul, e lá eu tinha uma amiguinha dois anos mais nova do que eu. Vim embora pra São Paulo e perdemos completamente o contato. Por alguma ironia do destino, encontrei o tio dela no orkut, e depois no msn e facebook. Hoje pela manhã trocamos algumas palavras e ele me disse que essa minha amiga, a Samara, sentia a minha falta e queria que eu a adicionasse no facebook.
Não sei se era bem verdade isso, mas fato é que agora a noite eu entrei no facebook do tio dela e procurei o seu perfil. Faz praticamente 15 anos que a gente perdeu o contato e eu não fazia a menor ideia de como ela estaria.
Adicionei ela no facebook e estou esperando ela me aceitar. Fiz a minha parte e espero sinceramente voltar a ter contato com essa minha velha e querida amiga. Ela nem sonha que eu fiz um mural de fotos na parede do meu quarto e que ela aparece em duas delas. Ela é essa garotinha de rosa, com a mão na boca e segurando a sua mãozinha, sou eu.


É impressionante como depois de todos esses anos, eu consigo me lembrar tão bem da minha amiga e das nossas brincadeiras de infância. Uma amizade verdadeira é assim, você nunca esquece....
Espero que ela tenha a oportunidade de ler esse meus post e que ela também compartilhe desse sentimento de amizade.